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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Flora de Brincadeiras

Abriu hoje ao público a exposição "Flora de Brincadeiras", de João P.V.Costa, no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa.
É uma iniciativa de visita obrigatória, uma vez que este trabalho cresce continuamente. Embora as fotografias não traduzam na sua plenitude a total dimensão das peças, ficam aqui algumas, obtidas na data de instalação, como aperitivo para uma visita a Foz Côa.

Não perca até ao dia 30 de Setembro.


Vitrines com "Armas e jogos" e " Miniaturas de Transportes".

Miniaturas de alfaias agrícolas, engenhos rurais e representações de animais.
Bonecas, bonecos e culinária infantil.

Bonecos e culinária infantil.



Adornos e adereços. ( Mil colares)


Plano geral do excelente espaço de exposições.



Miniatura de uma gamela, segundo um modelo de Alpendorada, como indica a etiqueta
Naturalíssima Passagem de Modelos!

Miniaturas de escadas, segundo modelos de Alpendorada.


Colares com os materiais mais imprevisíveis. Só visto!



A velocidade com motos de pau, bicicletas ...


aviões e helicóptero. Tudo sem gastar uma gota de combustível!



Até o autor lá está. Lá esteve.

sábado, 28 de agosto de 2010

" Flora de Brincadeiras" em V.N. de Foz Côa

Um dos ex-libris da exposição.

No próximo mês de Setembro, a exposição “Flora de Brincadeiras”, de João Pinto Vieira da Costa, estará patente ao público no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa.
Este trabalho contínuo de recolha e criação de brinquedos com suporte no mundo vegetal foi editado na obra “Flora de Brincadeiras”, em 2006, pela Tartaruga Editora. A partir daí, a exposição tem dado continuidade à obra, na sua diversidade e novidade.
Sendo o autor natural de Alpendorada, é notória nesta exposição a marca desta localidade na tradição popular da realização deste tipo de brinquedos.
No seu itinerário, este projecto já esteve presente nos seguintes espaços: Escola Sec. Camilo Castelo Branco - Vila Real (Março de 2006), Museu Carmen Miranda - Marco de Canaveses (Julho de 2006), Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira (Junho de 2006), Museu do Brinquedo de Seia (Agosto -Dezembro de 2006), Centro de Informação eInterpretação do Parque Natural do Alvão - Vila Real (Janeiro - Março de 2007), Museu do Ferro & da Região de Moncorvo (Abril - Maio de 2007), Escola EB2,3 de Alpendorada (Junho de 2007), Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa (Setembro de 2007), Quercus - Quinta da Gruta - Maia (Setembro de 2007), Centro de Informação e Interpretação do Parque Natural do Alvão - Mondim de Basto (Janeiro -Março de 2008), Biblioteca Municipal de Vila Pouca de Aguiar (Dezembro de 2008), Biblioteca Municipal de Penafiel (Junho de 2009), e com o título de Raiz de Brinquedo, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo( Abril - Maio de 2010).

Nos finais de 2009 e inícios de 2010, o autor expôs Presé-pios, no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

Pelas suas particularidades, estas exposições têm contribuído para a divulgação de Alpendorada e do concelho de Marco de Canaveses.

Recriação de um brinquedo com raizes ancestrais construído com casca de noz, couro, fio, pau de carrasco, engenho e muita paciência. É designado por arraioco, rela ...

Ver mais em:
http://www.cm-fozcoa.pt/cultura/AgendaCultural/Paginas/FloradeBrincadeiras.aspx

domingo, 31 de maio de 2009

"Flora de Brincadeiras" na Biblioteca Municipal de Penafiel




Esta exposição de João Pinto Vieira da Costa, natural de Alpendorada, estará disponível ao público durante o mês de Junho, e permitir-lhe-á apreciar um conjunto de brinquedos e miniaturas realizadas em matéria vegetal. Este espólio com cerca de 200 objectos está agrupado em diversas temáticas: armas e jogos, culinária infantil, bonecos e representações de animais, utensílios domésticos, alfaias e engenhos agrícolas, meios de locomoção e objectos de adorno.
Na sua peregrinação pelo país, já percorreu os seguintes espaços: Escola Sec. Camilo Castelo Branco - Vila Real; Centro de Informação e Interpretação do Parque Natural do Alvão, em Vila Real e Mondim de Basto; Museu do Brinquedo de Seia, Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira; Biblioteca Carmen Miranda - Marco de Canaveses; Escola EB23 de Alpendorada; Quercus - Quinta da Gruta - Maia; Biblioteca Municipal de Vila Pouca de Aguiar.




Aproveite a oportunidade!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Alpendorada na Exposição " Flora de Brincadeiras" , em Vila Pouca de Aguiar


" Flora de Brincadeiras" é um espanto

O autor chama-se João Pinto Vieira da Costa. Nasceu em 1960, [ em Alpendorada, no concelho de Marco de Canaveses]. É licenciado em Línguas e Literaturas Mo­dernas (Estudos Portugueses), pela Universidade do Porto e é professor, em Vila Real. Tam­bém é poeta, contista e cronis­ta. Já publicou "Contos de Ro­dapé", "Alpendurada e Matos, Península de História" e "Ga­tafunhos, Contos e Crónicas". Mais recentemente, escreveu "Flora de Brincadeiras", docu­mentando pela escrita aquilo que, de forma surpreendente, faz: brinquedos inesperados que nos fazem regressar à época em que eles, os brinque­dos, eram criados a partir de objectos do quotidiano, pelas crianças que não tinham à sua disposição a panóplia de lojas que hoje há, para comprar já feito e gastar dinheiro em pe­ças menos pedagógicas e di­dácticas que acabam por can­sar, ao fim de pouco tempo.Mas os brinquedos que João Pinto Vieira da Costa constrói são eternos. Quando não ha­via legas nem consolas, nem sequer a "Chicco" nem a "Toys 'r Us" ou. a "Centroxogo", mui­to menos as grandes superfí­cies comerciais que deliciam os olhos das crianças e dão cabo das carteiras dos papás, as crianças brincavam muito mais, de forma mais divertida, por improvisada e criativa. Os seus brinquedos eram feitos do que havia: uma casca de noz, um vime, uma rolha de cortiça, uma carica, o cano­co de um milheiro, uma raiz, a vareta de um guarda-chuva desfeito pelo vento, uma pi­nha, um botão velho, um pe­daço de arame, um arco de pipa velha abandonada, um ramo de árvore em Y, até uma meia em desuso que era cheia de palha e cosida na ponta, fazendo uma bola com que se jogava futebol.Não admira que essas prá­ticas (como a generalidade dos jogos populares) tivessem desaparecido, no avançar dos tempos em que o consumo cresceu e tomou conta de nós, através de cada vez mais atra­entes e agressivas campanhas de "marketing" e de publicida­de. O que admira é que, nos tempos de hoje, haja quem te­nha a arte e o engenho de criar novos brinquedos a partir de pedaços de madeira, de restos de plantas, de fios e arames ve­lhos, de folhas, de ramos e fru­tos secos, tudo material que já foi e que revive, espantosa­mente, por um simples gesto manual que os transforma em objectos que dá prazer ver e, muito mais, tocar na ponta dos dedos.Uma colecção de objectos desses está exposta na sala po­livalente da Biblioteca Muni­cipal de Vila Pouca de Aguiar. No chão, em mesas e nas pa­redes.Razão teve o inesquecível António Cabral que destas coisas percebia como pou­cos, ao referir, no prefácio do livro "Flora de Brincadeiras", iniciando-o, que "O regresso à Natureza começa a ter-se como um regresso ao Para­íso. Felizmente, digo, com a certeza de que quanto mais o homem se afasta do seu meio natural menos possibilidades tem de se encontrar a si pró­prio, como alguns pós-mo­dernistas já perceberam, de­siludidos com o optimismo da civilização industrial, embora também eles, avessos a siste­mas doutrinais, tenham caído num certo desnorte, vivendo a errância intelectual, numa or­fandade de valores, alguns dos quais foram, porventura, fácil e impensavelmente configura­dos. Que o regresso à Nature­za não seja apenas uma fuga, mas uma necessidade, como as crianças nos ensinam, se lhes dermos condições para isso".E a verdade é que, reconhe­cidamente, "a necessidade faz o engenho". Foi por essa ne­cessidade que já se brincou com aquilo que, de forma gra­tuita e fantástica, a Natureza nos dá. E que João Pinto Vieira da Costa nos faz (re)descobrir, de maneira tão bela como des­concertante.Esta exposição é um espan­to. Não perca a oportunidade de ir lá vê-la, até ao final do ano.


Agostinho Chaves, in Mensagens Aguiarenses, 9/12/2008