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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Percursos

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Curioso documento encontrado no interior de uma garrafa e que testemunha o lugar do Castro de Arados como espaço aprazível e de habituais piqueniques. Retrata um passeio a este local, no dia 19 de setembro de 1951, e ficara escondido numa parede até à visita seguinte ao mesmo local realizada no dia 24 desse mês. Uma particularidade lúdica seria a do eventual achador premiado com "alvíçaras", depois de entregar o "tesouro" na Quinta do Bomjardim.


Mais de meio século depois, este país está cheio de buracos, e os "tesouros" nem vê-los!


Nota: Este documento foi gentilmente facultado por Fernando Costa.

domingo, 4 de setembro de 2011

Castro de Arados a preto

O último incêndio que ocorreu no monte Arados deixou esse espaço com uma só cor: a desolação. Com a destruição da vegetação, ficaram aliviados os vários excertos que restam das três muralhas do castro. Tal como a Fénix, aqui estaria agora uma oportunidade para revitalizar esse património, antes que a vegetação o torne a ocultar. É que agora não tem a protecção das plantas, aumentando o perigo de vandalismo.

Muro sobreposto ao original castrejo,








Exemplares de esteios obtidos outrora de muitos penedos explorados na área do castro.












Pormenor de muralha em espinha.





Caminho de acesso ao castro.


Vestígios de duas muralhas.

Ironia: a água e o fogo.

As árvores que, de forma natural , protegiam a muralha.








Penedo com covas, comum nestes locais.

Pedras soltas a denunciar alguma antiga construção.





Muralha ainda escondida pela vegetação carbonizada.





Fotos: Fernando Costa

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Castro de Arados -100 anos como património nacional


Como muito bem lembrou Fernando Costa, contabilizam-se hoje 100 anos, desde a classificação do Castro de Arados como Monumento Nacional. Este testemunho da idade do ferro e da presença romana situa-se no Monte Ladário, num espaço comum às freguesias de Alpendorada, Ariz e Magrelos. Será de lamentar que estes cem anos terão sido mais de abandono do que da real valorização do património.
A acrópole do Castro ( foto de 1990).
Painel de uma das muralhas, numa construção romanizada.(2005)


Painel de uma das muralhas com a marca castreja. ( 2005)

Desenho de uma fíbula em bronze encontrada no Castro de Arados.

Gravura de um escultura zoomórfica encontrada no Castro de Arados, no início do século XX. Segundo J. leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, onde esta gravura está publicada, terá sido uma eventual divindade do Castro. Pela similitude, faz lembrar a cabeça de um berrão. Este achado encontra-se depositado no Museu nacional de Arqueologia em Lisboa. Talvez fosse pertinente fazer a sua trasladação ( ou uma réplica) para o Museu da Pedra em Alpendorada. Aqui faria muito mais sentido.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

S. Tiago prepara o S. João

Rio Douro visto do Castro de Arados. ( Foto Fernando Costa)

Allium sphaerocephalum (?). Esta espécie espontânea será uma dádiva de S. Tiago, lá no cimo do castro, como forma de preparar o S. João cá no fundo, junto ao rio Douro.
( Foto Fernando Costa) Por trás da cor de vinho do Allium, os pontos laranja não são mais do que as minúsculas flores da Anagallis foemina também muito belas. ( Foto Fernando Costa)

Pormenor da flor da Anagallis foemina. ( Foto J. Costa)


Allium sphaerocephalum (?) ( foto F. Costa )

Por mais beleza que este lugar especial nos ofereça, infelizmente não há santo ( S.Tiago ou S. João) que nos valha na defesa deste castro. Constantemente são vandalizadas as estruturas de um testemunho que deveria ser orgulho de uma população que herdou daí as suas origens, quer queira ou não. Destruir este património será destruir a sua própria memória.
Fotografia: Fernando Costa
Legendas: João Costa

sábado, 17 de abril de 2010

Castro de Arados

Comemora-se amanhã o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Defendamos este testemunho que outros povos nos passaram, num local bem perto do céu.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Castro de Arados à espera de ajuda

No dia 25 de Abril vai realizar-se uma caminhada pedestre ao Castro de Arados, organizada pela Associação dos Ciclistas de Alpendorada, Liga Contra o Cancro e Associação Aradum. Será uma oportunidade para os participantes verificarem in loco a situação degradante em que se encontra este local. Para além do lixo, sempre desagradável, o mato e outra vegetação escondem um testemunho histórico que deveremos cuidar e preservar. Para isso, seria importante uma campanha de limpeza do sítio, mas, acima de tudo, sensibilizar e impedir a destruição de excertos das muralhas por jipes e motos que para aí se deslocam, sem terem a noção de que estão a destruir milhares de anos da história que nos pertence. Dever-se-ia ainda encontrar um mecanismo capaz de impedir a circulação destes veículos, no perímetro do castro, de forma a evitar a contínua destruição.
Uma ocupação de tempos livres dos jovens seria também uma boa aposta para a limpeza e conservação deste nosso património.Claro que uma intervenção por parte das entidades oficiais seria bem vinda, de modo a orientar todo o processo de limpeza e conservação.

E para que estas palavras surtam efeito, o Grupo Cantoria da Aradum vai realizar nesse data um espectáculo musical no topo do Castro.


Apetece dizer que este lugar, que suportou a presença de celtas e romanos, não aguenta a fúria do tempo e dos vândalos!
Reportagem: F. Costa

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Aradum - Associação para o Desenvolvimento Cultural do Douro - Academia de Artes do Douro.

Em 25.09.2009 foi constituída na Conservatória do Registo Comercial do Porto, a Aradum, uma associação de nível regional, sem fins lucrativos, com sede em Alpendorada e Matos. A associação tem como fim contribuir para o desenvolvimento cultural e social da sua área, através de acções ligadas à educação e formação no domínio das artes, bem como a promoção de actividades de apoio cultural. A 1ª Caminhada Cultural ao Castro de Arados, no Monte Ladário, foi a primeira actividade já realizada. Deu para observar in loco a destruição das muralhas e os próprios acessos a este espaço, testemunho de séculos de história que urge ser preservado.



Reportagem: Fernando Costa