terça-feira, 13 de abril de 2010

Flores da época II

Certamente nas memórias de infância.

Flores da época

Tojo ( Ulex europaeus)
Chelidonium majus

sábado, 10 de abril de 2010

Raiz de Brinquedo - Centro de Memória - Torre de Moncorvo

A partir de hoje até ao final do mês de Maio, poderá visitar a exposição "Raiz de Brinquedo", de João Pinto Vieira da Costa, situada no Centro de Memória de Torre de Moncorvo, edifício contíguo à Biblioteca Municipal. Surpreenda-se com brinquedos relacionados com Alpendorada, com outras regiões do país e do mundo. Mas todos eles unidos pela natureza e imaginação.
Não perca esta oportunidade.





Daniel Descomps refere-se ao trabalho de João P.V. da Costa:

http://jouet-rustique.blogspot.com/2010/04/la-famille-zozio.html

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Aradum - Atelier de Artes Plásticas



No dia de ontem, 07-04-2010, como uma ocupação dos tempos livres, a Aradum promoveu um atelier de artes plásticas nas suas instalações, com crianças e jovens, de forma a incentivar e a explorar a arte em cada um deles. O sucesso e a motivação dos participantes obriga a que se dê continuidade a este projecto.
Posteriormente será realizada uma exposição com todos os trabalhos deste atelier e de outros que se seguirão.
Aqui ficam algumas imagens desta iniciativa:



É importante a estimulação do trabalho manual, um tanto esquecido na era digital.

Fernando Costa

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Castro de Arados à espera de ajuda

No dia 25 de Abril vai realizar-se uma caminhada pedestre ao Castro de Arados, organizada pela Associação dos Ciclistas de Alpendorada, Liga Contra o Cancro e Associação Aradum. Será uma oportunidade para os participantes verificarem in loco a situação degradante em que se encontra este local. Para além do lixo, sempre desagradável, o mato e outra vegetação escondem um testemunho histórico que deveremos cuidar e preservar. Para isso, seria importante uma campanha de limpeza do sítio, mas, acima de tudo, sensibilizar e impedir a destruição de excertos das muralhas por jipes e motos que para aí se deslocam, sem terem a noção de que estão a destruir milhares de anos da história que nos pertence. Dever-se-ia ainda encontrar um mecanismo capaz de impedir a circulação destes veículos, no perímetro do castro, de forma a evitar a contínua destruição.
Uma ocupação de tempos livres dos jovens seria também uma boa aposta para a limpeza e conservação deste nosso património.Claro que uma intervenção por parte das entidades oficiais seria bem vinda, de modo a orientar todo o processo de limpeza e conservação.

E para que estas palavras surtam efeito, o Grupo Cantoria da Aradum vai realizar nesse data um espectáculo musical no topo do Castro.


Apetece dizer que este lugar, que suportou a presença de celtas e romanos, não aguenta a fúria do tempo e dos vândalos!
Reportagem: F. Costa

terça-feira, 6 de abril de 2010

Solidariedade com o Rio de Janeiro


Depois da tempestade, vem a bonança.

Dilúvio no Rio de Janeiro, em 1922, na correspondência de um Alpendoradense

Ao ver as actuais notícias sobre o temporal no Rio de Janeiro, transcrevo uma passagem da correspondência de Joaquim Gonzaga Ribeiro a seu primo Edgar, ilustrativa de uma situação semelhante no mês de Abril de 1922, no Rio de Janeiro, quando se encontrava aí emigrado.

“A chuva tem sido de tal ordem que numa das ruas, a do Lavradio, a agua attingiu dois metros de altura, deixando depois de se escoar, uma altura de 1,50m de barro amarello que escorrega que nem sebo. Ainda no sabbado passado a chuva foi tanta, que em S. Christovão, onde a agua subiu tambem cerca de dois metros, houve meninos que se deitaram a nado e assim se divertiam em corridas de natação, em plena rua, com a ssistencia de muitos espectadores que de camarote janellas assistiam aos torneios natatorios. Alguns fulanos houve que carregaram para a rua com as banheiras de zinco e nellas navegavam á laia de barcos. Emfim um pagode em que tive forçadamente de tomar parte, pois que no passado sabbado para sahir de casa tive de montar um preto que me carregou durante uns 5 minutos até me pôr em terra firme, e digo firme, pois que só no seco é que a terra é firme visto que onde está molhado, com a lama, a gente ás duas por trez está de cocoras ou com as mãos no chão. (…) Ainda fallando de temporal te direi que ainda esta manhã pensei que a casa onde moro ia a baixo com os saccões que o vento por trez vezes lhe deu, o que me fez sahir de casa mais cedo, com receio de ficar esborrachado debaixo da casa como succedeu já estes dias a 6 pessoas e isto em virtude das casas aqui terem pouca resistencia, o que se torna desnecessario pois nunca aqui houve inverno como neste verão, pois que não sei se sabes que aqui agora é que é o verão ( II ) ao contrario dahi, que estaes agora no inverno. O que é certo é que ha dois dias segudos ( sic) que a chuva não para e se assim continua, a gente fica peixe. Peixões já cá havia, mas agora parece que tudo vae virar a peixe. (…) Mas como ia dizendo e contando, na tal photographia que espero tenha ficado boa apesar de estar na occasião o tempo bastante escuro e chovendo, estou eu em trajos de fazer a viagem atravez do .. rio... de Janeiro. Se dér coisa de jeito como espero te mandarei um exemplar para veres como a gente tem de andar no presente diluvio. Só o que falta é estar sem as botas, precaução esta que deve ser tomada por quem tenha amor ás botas que custam muito a ganhar. Quando chove de mais e a gente tem mesmo de se metter á agua, é muito vulgar a gente descalçar-se e de botas na mão caminhar atravez das ruas sem que se repare nessa toilette de necessidade e de occasião. O diabo são escorregões que se dá na lama. Emfim, Deus leve para longe tanta chuva, que vem estragar a vida e a roupa á gente.”

Convite Exposição " Raiz de Brinquedo"


(Clique na imagem para aumentar)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

o "Compasso"- Concentração das "Cruzes"

Ontem, Domingo de Páscoa, por volta das 21 horas, mais uma vez os grupos de " Cruzes" que visitaram todos os lugares da freguesia cumpriram a tradição de se reunirem no lugar do Memorial. Também, mais uma vez a população juntou-se a esta cerimónia finalizada por uma sessão de fogo de artifício.


Reportagem fotográfica gentilmente enviada
por Fernando Costa

domingo, 4 de abril de 2010

O "Compasso"

Esta tradição religiosa da Semana Santa está ainda muito enraizada na região de Entre Douro e Minho. Neste caso particular de Alpendorada, a "Cruz" percorre todos os lugares no Domingo de Páscoa, iniciando-se os vários circuitos, a partir do fim da missa da manhã. Já no final do dia, depois dos diversos grupos terem concluído os seus itinerários, as várias "cruzes" juntam-se no lugar do Memorial, dando a volta à actual rotunda que veio substituir as "placas". Simultaneamente os portadores das campainhas fazem-nas percutir de uma forma mais acentuada do que o faziam ao chegar às habitações. Por fim, são lançados foguetes, a concluir a cerimónia.


Neste dia, à entrada das habitações, são colocados adornos de flores (habitualmente era o rosmaninho e alecrim), como forma de receber alegremente o" Compasso".