Mostrando postagens com marcador engenho de linho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador engenho de linho. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de janeiro de 2010

Moinho de linho

A começar este ano, desloquei-me a Alpendorada propositamente para fotografar o estado do engenho de triturar o linho, situado no lugar da Granja. Apesar de ser propriedade particular, o acesso a este local é imediato, por ficar junto a um caminho aberto há poucos anos. Pela análise feita ao edifício, faço um apelo e uma sugestão ao actual proprietário, de forma a que este testemunho patrimonial de Alpendorada se conserve, através de uma pequena reparação no telhado, substituindo algumas telhas danificadas e a colocação de uma porta que impeça o vandalismo do seu interior.
O engenho é constituído por vários elementos num estado razoável de conservação, mas se não for reparado o telhado (para já, um trabalho simples), com uma certa urgência, a humidade e a chuva acabarão por fazer ruir a estrutura e danificar irreparavelmente todo o testemunho de um passado.
À semelhança da Memória, do Museu da Pedra, do Mosteiro e Convento, esta construção, um raro testemunho arqueológico da engenharia e arquitectura agrícola e rural, certamente se assumirá como um elemento atractivo de Alpendorada, em termos turísticos e culturais. Daí a necessidade de preservação e mesmo a requalificação desse património.
Vendo este blog, já um miniaturista do sul do país mostrou interesse em fazer uma réplica deste engenho. Esperemos que, futuramente, possamos ver este testemunho patrimonial devidamente preparado para receber interessados e não somente a réplica miniatural num qualquer museu etnográfico.

Interior do moinho.

Exterior do moinho.

Exterior do moinho.

Nota: O meu agradecimento ao Fernando pela colaboração nesta reportagem.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Engenho do Linho

Edifício situado no lugar da Granja. Construído em granito, apresenta uma forma circular, com um telhado de duas águas. O seu interior é amplo, contendo um engenho suportado por uma extensa barra de madeira inserida nos topos da construção e por um eixo também de madeira apoiado numa base de granito, no centro.
No início da década de 90, a propósito de um levantamento fotográfico sobre Alpendorada, contactei com o então proprietário, já falecido, que, gentilmente, me informou sobre o funcionamento do engenho e autorizou a publicação das fotografias expostas nas Primeiras Jornadas Culturais de Alpendorada, em 1991, no átrio da Escola EB2,3 de Alpendorada.
Pela sua especificidade, raridade e estado de conservação, seria importante considerar este testemunho histórico e etnográfico como património municipal. Desta forma, poder-se-ia criar aí um núcleo museológico - uma mais-valia turística.
2005
2005
2005
2005
Explicação do funcionamento do engenho(1990).
( Fotografia autorizada pelo fotografado e já divulgada na Exposição Fotográfica de 1991)
Eixo principal, roda central com dentes e dispositivo triturador. (1990)
Em primeiro plano, o dispositivo circular de madeira que triturava o linho. ( foto 1990)
Interior do "moinho de linho". A roda dentada, visível na imagem, era movimentada por animais ( bois). Por sua vez, esta roda accionava uma outra em forma de tambor estriado onde o linho era triturado. ( foto 2005)